Construindo um futuro inclusivo no ecossistema brasileiro de startups

Por Carolina de Oliveira, sócia-diretora de Private Enterprise da KPMG - A executiva conta como a WE Impact + KPMG estimulam o empreendedorismo feminino e fala sobre a Chamada de startups lideradas por mulheres para acesso a investimento, conhecimento e networking.

Mais do que promover a diversidade em seu próprio ambiente interno – o que, aliás, ela já faz por meio de inúmeras iniciativas de inclusão de mulheres, negros e negras, pessoas com deficiência (PCDs) e pessoas LGBTQIA+, a KPMG no Brasil acaba de dar um passo além no sentido de fomentar o empreendedorismo feminino no ecossistema de startups.

Por meio de um investimento de R$ 1 milhão na WE Impact, primeira venture builder dedicada a startups de tecnologia lideradas por mulheres, a KPMG reforça seu compromisso em aumentar a equidade de gênero e contribuir para o crescimento de startups fundadas ou lideradas por mulheres.

Presente no Brasil desde 2020, a WE Impact provê suporte a startups early stage que tenham mulheres no quadro societário ou na direção. Para as empreendedoras, a venture builder oferece capital financeiro (até R$ 500 mil de aporte por empreendimento), intelectual e networking.

Já por meio da WE Impact Network, que conta com gigantes do mercado em áreas diversas como tecnologia, seguros e healthcare, a WE Impact proporciona para os investidores e para as corporações parceiras a conexão com startups que têm mulheres no comando.

Ao apoiar a WE Impact no Brasil, a KPMG reafirma, dentre suas pares globais (vale lembrar que a KPMG hoje está presente em 146 países), seu compromisso de oferecer estímulo às mulheres que desejam empreender em startups de tecnologia.

Mas não se trata só de investimento financeiro. A KPMG também proporcionará, por meio de seus profissionais altamente qualificados, o compartilhamento de conteúdo, palestras, workshops e vai contribuir com sua expertise para o sucesso desses empreendimentos.

O apoio terá endereço certo: startups fundadas e/ou lideradas por mulheres que tenham desenvolvido softwares voltados à solução e/ou agregação de valor para outras empesas (B2B), nos seguintes setores e temas: soluções em ESG (meio ambiente, responsabilidade social e/ou governança corporativa), open banking, open finance, cyber security, legaltech, taxtech, martech (customer experience), RHtech e edutech.

 

E por que startups lideradas por mulheres?

A reposta é simples: promover a equidade é um dos propósitos da KPMG, e a equidade de gênero é um campo no qual o Brasil está bem longe dos patamares ideais. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), quando o assunto é igualdade de gênero, estamos na 92ª posição entre 153 países.

As mulheres representam 50% da população, mas ainda não têm uma representatividade equivalente em espaços de tomada de decisão. Estima-se que a maior participação feminina no mercado de trabalho e em cargos de liderança geraria aumento de até US$ 12 trilhões no PIB global até 2025.

Apenas 7% das startups consideradas unicórnios no Brasil, ou seja, com avaliação de mercado superior a US$ 1 bilhão, têm fundadoras mulheres. Portanto, há muito a ser feito, um longo caminho a ser trilhado e problemas sistêmicos como este exigem soluções pragmáticas.

Como já dissemos no início, já faz tempo que a KPMG tem um forte compromisso com a promoção da equidade. Temos o KNOW, uma iniciativa voltada ao empoderamento feminino das mulheres executivas, sejam elas membros de conselho, empreendedoras ou pessoas no início de carreira. Lidamos com temas como representatividade, liderança inclusiva, reconhecimento equitativo, mentoring e networking, dentre outros tópicos relevantes.

Temos, portanto, mais do que um compromisso com a equidade: temos práticas concretas nessa área.

Quanto ao foco específico em startups, vale lembrar que elas crescem a altas taxas, são importantíssimas na estratégia de criação de empregos, têm em seu próprio DNA um forte compromisso com o desenvolvimento de talentos e muitas são os embriões de empresas que poderão transformar significativamente o mercado.

Em outras palavras, percebemos as startups como potentes indutoras de inovação, desenvolvimento econômico e inspiração para outras iniciativas.

Queremos fazer parte desse mercado repleto de potencialidades. Acreditamos nas mulheres, no poder da inovação e no nosso potencial como cocriadores de uma sociedade mais equânime.

 

Sobre a Chamada WE Impacat + KPMG

A chamada para as inscrições das startups, que necessariamente devem ter as características listadas na tese de investimentos para poderem participar, começa no dia 5 e vai até 18 de outubro de 2021. O cronograma prevê que a seleção das startups seja feita até 12 de novembro e que, em dezembro, sejam anunciados os nomes das contempladas.

Acesse a página da Chamada WE Impacat + KPMG para conferir o regulamento e inscrever sua startup.

SOBRE A AUTORA

Carolina de Oliveira

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Sócia-diretora de Private Enterprise da KPMG no Brasil e na América do Sul.